terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Breve Eu - Heroicas Escolhas




Todos nascem heróis. 
A inveja e a ganância são quem criam os vilões.

Paulo Henrique Silva de Almeida
-PHA-

Breve Eu - Este, com amor, para a Princesa Sophia


Porque, às vezes, o amor que vem da gente, 
de tão forte, não nos pertence mais.


Paulo Henrique Silva de Almeida 
-PHA-

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Com tudo que há em mim


“Eu agradeço àqueles que se preocupam. Mas, dispenso os que, por incômodo, interferem.
Não quero essa vida medida. Cheia de ‘não sejas’ e ‘não deves’.
Respeite o meu mundo.
Posso ser e fazer do meu modo. Ao meu gosto e jeito. Sem prejudicar ninguém.
Não venha criticar minhas partes. Todos os meus pedacinhos me compõem, e eu sou completamente apaixonado por cada um deles em mim.
Amo-me desmedidamente. Um amor que me invade sob a pele e abraça a minha alma, me querendo como um todo.
Eu gosto de mim. Gosto assim.
Gosto de cada traço que carrego. Amo meus detalhes, meus gestos, minhas lágrimas e meus sorrisos.
Amo até minhas indecisões. Gosto das minhas faces e fases. Múltiplas. Por vezes, contraditórias. Mas sempre reflexos do que, em cada exato momento, eu preciso sentir que sou.
Faça o favor, Não queira me inibir.
Não se aventure a decidir meus laços, julgar meus atos, tampouco se atreva a apalpar meus sentimentos.  
Nem mesmo eu os modelo. Ao contrário, a eles pertenço, na forma que sozinhos se definem. E uma vez em mim, compartilho-os, na exata medida que se expressam.
Não exija de mim ser menos do que sou. Todos os meus pedacinhos me compõem. E para amar-me, ame-os em mim.
Não me peça para não ser. Mesmo que desgoste, mesmo que não queira, ainda que não me compreenda.
Não precisa.
Basta que me ame, do meu jeito assim – e Com tudo que há em mim!”

Paulo Henrique Silva de Almeida
-PHA-

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Breve Eu - PHelicidade!



Sabe uma forma de ser Pheliz? Encontrar alguém que é tudo aquilo que você procurava, e ainda ser surpreendido por ele a cada instante!

Paulo Henrique Silva Almeida
-PHA-

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Traumas, eu sobrevivi !



E eu que um dia quis morrer, pelo simples fato de estar vivo.
Sentindo toda a dor que me feria o peito.
Vivendo de traumas, que os via refletidos em minha imagem no espelho.
Identificando-os dentro dos meus olhos, a explodir em lágrimas.
Sei que ainda estão aqui.
Perdidos em meu estômago, ainda que hoje eu não os sinta revirar em cólicas.
Não me ferem mais com suas pontadas. Nem me tiram o apetite com o amargo gosto de suas cinzas.
Chegaram e não partiram. Restaram em mim.
E embora eu não possa expulsá-los, não preciso vivê-los.
Melhor deixá-los, livres de mim.
Expostos a uma cicatrização que sei que nunca será completa, mas que enquanto sangra, me faz sentir vivo.
E eu que sofri. Temi. Quis morrer.
Hoje quero o sol e lua, substituindo-se em seu ciclo perfeito. Quero amanhecer em todos os dias.
Quero correr o caminho que me restou.
Subir os degraus que ainda não alcancei.
Não pude chegar até aqui sem vocês. Seria perfeito sem a dor que me causaram. Mas é ainda mais perfeita a alegria de sorrir de novo.
Ah, traumas. Não me causam mais.
Seus efeitos foram vencidos.
Derrotei-os, um a um. Apagando o fogo que queimavam em meu sossego e no meu coração.
E ainda que em mim restem, não mais me dominam. São apenas os restos de uma dor já vivida, passada.
Venceram sim, pois me roubaram dias.
Mas, hoje nada mais são que o cenário de uma guerra acabada. Frio e sem vida. Inofensivo a mim.
Decidi, por livre escolha, não mais pertencer a vocês.
Vocês que apenas são a marca de um momento mal sucedido. De uma agressão a minha alma.
De um soco profundo em meu querer.
São rastros da minha decepção e do meu desespero.  Da agonia desmedida do meu temor.
São velas queimadas pela chama acessa com minha tristeza. Formas em cera do meu pavor.
Decidi que não os quero. Que não me submeto.
É chegado o momento de abandonar esse velho abrigo. Sair debaixo do meu telhado cheio de buracos de sofrimento. E detrás das minhas janelas de vidros estraçalhados de dor.
Sair às ruas. Sentir o chão. Ganhar um mundo, só para mim.
Decidi não viver de dor.
Decidi não sofrer de efeitos de fatos que já foram, ficaram para trás.
São isso os traumas. Meros efeitos. Reprodução que fiz para reviver algo que somente foi.
Doeu, machucou, marcou. Mas somente existe na minha memória.
Cessou. Não veio comigo. Fui eu que o eternizei, com seus efeitos.
Hoje não mais. Decidi!
E eu que um dia quis morrer, pelo simples fato de estar vivo.
Somente quero sentir-me livre.
Quero saber que vocês aconteceram. Reconhecer que foram reais. E que até ainda existem.
Mas quero dizer, com sorriso nos lábios, brilho nos olhos e paz no coração:
- Traumas, danem-se! Eu sobrevivi.


                                                                                                                      
Paulo Henrique Silva Almeida
-PHA-

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Eu vivo de passado!


Me pego olhando para trás.
Vão me chamar de louco e insano. Contraditório aos poetas e intelectuais que brindam o carpe diem, vivendo de presentes para futuros, afogando as vivências passadas.
Eu não. Eu vivo de passado!
Não nele, mas dele. De seus ensinamentos.
Toco minhas próprias feridas, estudo as minhas vitórias.
Sou crítico da minha vida, pois não há outra forma de me assumir, de ser convicto.
Estou buscando o passado. Revendo cada lugar, cada detalhe, cada deslize, cada acerto.
São eles que me formam. Meu passado sou eu.
Não dá pra ser hoje, sem antes ter sido ontem.
Eu venho crescendo e me formando com o tempo.
E tudo que vivi, realizei e presenciei somam o resultado do que tenho construído.
Que bom que caí, que chorei, que me cansei.
Que bom que tive ganhos, acertos, alegrias.
O sabor do hoje está no ontem.
Se hoje eu estou sorrindo, quero aumentar meu riso lembrando que as outras lágrimas se foram.
E quando choro, quero ter a certeza de que sobrevivo. E poder chorar de novo é um sinal de sobrevivência.
Quero sentir o cansaço de minhas pernas lembrando que é resultado das minhas corridas divertidas, e da minha juventude apressada, mas que sempre entendeu a urgência das minhas jovens necessidades.
Quando me pego olhando para trás, afogo em mim mesmo. Releio-me. Descubro-me.
Vou me conhecendo e reconhecendo, pouco a pouco. Investigando meus atos, refletindo os caminhos pelos quais me levei.
Quero saber por onde eu vim, e trazer a certeza do lugar para o qual desejei ir. Pois, se eu não lá chegar, saberei por onde voltar, e como reaproveitar tudo o que já caminhei.
Sou formado de mim mesmo. Dos meus pedaços de vida. Dos meus passados.
O meu hoje, amanhã será ontem. E o que estou sendo agora também me incorporará.
Dizem eles (eles sim, insanos poetas), aos quatro ventos, que eu deveria me focar no hoje, que é mais certo que o futuro, e deixar para trás o passado.
Mas, esquecem-se que hoje eu não seria nada sem o meu ontem.
Não quero esquecer o passado.
Não quero deixar para trás.
Tenho-o carregado comigo, sob pena de sofrer um vazio irreparável de inexistência.
Olhando para trás, aprendo comigo mesmo. Sou eu o meu melhor professor.
Pois eu que conheço o peso de cada riso e cada lágrima na minha formação. Somente eu posso afirmar com certeza, ainda que vulnerável - mas contra mim incontestável, o que me é intimo, o que sou eu.
Olhando para trás, eu me desejo. E me direciono.
Eu vivo mesmo é de passado.

Paulo Henrique Silva Almeida
-PHA-

sábado, 25 de junho de 2011

Não sou obrigado!


Não sou obrigado.
Eu quero estar entre mil armadilhas, cair em todas elas, aprender os seus truques e me reerguer.
A vida corre. E me atropela.
Não há escolha a mim a não ser vencer o seu ritmo.
Aqui estão escancaradas todas as mágoas, decepções, impertinências.
As falsidades, os deslizes alheios, a inferioridade de pensamentos.
A falta de respeito, de decência, de moral.
O mundo não muda. Mas eu não sou obrigado a fazer parte dele.
Eu posso traçar os meus próprios passos.
Ignorar o que é despiciendo.
Não amar o que não é amável e não acolher o que em mim não cabe.
Que se percam os desavisados.
Que desmoronem os telhados que não suportam o seu peso.
Não vou chorar por quem não merece.
Não vou me preocupar com quem não vale a pena.
Não vou morrer de amor por quem não me ama.
Nem de saudades por quem não quis deixar marcas de felicidade.
A vida é uma escolha. E estar comigo é uma vitória de quem acertou em suas decisões.
Aos que saíram e foram embora sem assegurar a volta, aos que não conseguiram nem chegar. Quanto a esses eu não me preocupo. Simplesmente passaram. E não me importa para onde estão indo.
Aos que eu expulsei, aos que me expulsaram. Aos que não fizeram questão de entrar.
 Passei muito bem sem eles. Posso ter deixado de ganhar, mas isso não necessariamente indica que perdi. Apenas optei por auferir outras vantagens.
Benefício mesmo é ser feliz. 
O que me vale é quem aqui hoje permanece, pelo seu próprio mérito.
Não busco a ninguém. Tampouco os peço de volta.
O momento de estar comigo é agora. De me fazer feliz é hoje.
Cada minuto é oportunidade de me ganhar.
Aos que não valorizam isso, eu abdico.
Me canso fácil.
Sinceramente, eu não sou obrigado.

                                                                              Paulo Henrique Silva Almeida
-PHA-